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A Economia da Oralidade é uma área do conhecimento dedicada ao estudo da economia aplicada ao uso da oralidade com excelência e das suas implicações sociais, políticas, culturais e tecnológicas na atividade econômica.

Adotaremos o conceito de oralidade para fins da constituição desta área econômica, como uma modalidade da linguística destinada ao estudo das estruturas constitutivas da língua falada, da composição e comportamento da linguagem e da prática social do uso da fala. Incluindo-se, neste conceito, os vínculos linguísticos com o letramento e os fenômenos cognitivos do processo do pensamento e do ato leitura.

A Economia da Oralidade trata predominantemente da teorização, conceitualização e contextualização sobre um fenômeno que constatamos existe desde o princípio da humanidade, portanto, que ocorre de modo orgânico, continuado e sistemático em qualquer época, povo e cultura.

Este estudo compreende uma abordagem transdisciplinar, visando a constituição de uma unidade do conhecimento por meio da complexidade do entre, do através e do além dos elementos que perpassam as disciplinas investigadas.

Além das áreas da Economia e da Linguística com ênfase na Oralidade, estão elencados neste estudo os campos da: Acústica, Antropologia, Filosofia, Neurociência, Neurolinguística, Psicologia, Psicanálise, Hipnose, Música em especial o estudo do Canto, Fisiologia, Fonoaudiologia, Storytelling, Arte Cênica, Teologia, entre outros igualmente relevantes como insumo teórico e prático para viabilizar o desenvolvimento da Economia da Oralidade, dentro do propósito transdisciplinar.


A missão da Economia da Oralidade é a valoração e a valorização desta área da linguística, posicionando-a na centralidade que ela efetivamente ocupa nas relações humanas.


Para tal, utilizamos a universalidade da ciência econômica para a constituição da Economia da Oralidade, como uma área socioeconômico cultural nuclear na economia.


Entre múltiplas finalidades, ela permite a formação, a capacitação e a instrumentalização do uso pleno da fala na prática social e oferece um conhecimento organizado e estruturado como um insumo produtivo para avaliar a intervenção da oralidade na atividade econômica.


A apropriação deste conhecimento tem o propósito de gerar consciência plena sobre o fenômeno da oralidade que possibilita a aquisição do controle e da gestão sobre todos os seus parâmetros linguísticos e paralinguísticos.


Entende-se por linguístico a verbalização da língua pelo oral e pela escrita, e por paralinguístico as emissões melódicas da voz, as diversas entonações, volumes, velocidades, ritmos, pausas, alturas, amplitudes, incluindo, os sotaques.


A pragmática desta competência linguística habilita o indivíduo ganhar autonomia da sua expressividade intelectual, um pensador capaz de projetar plenamente sua voz com responsabilidade social, por meio do uso performático e comportamental da oralidade.


Ela permite capacitar o indivíduo a tornar-se um sentenciador no seu âmbito de ação, um formulador e proclamador de sentenças definidoras em contextos e circunstâncias complexas, próprias da contemporaneidade.


Parte-se da premissa que todo o dito causa mudança de comportamento e promove a alteração do consumo de bens e serviços, em níveis de gradação que vão desde uma experiência mais sutil, quase imperceptível, ao mais intenso, plenamente identificável.


A Economia da Oralidade é capaz de criar e recriar realidades, atribuir significados e resinificados às demandas dos novos contextos e circunstâncias econômicas. Isso nos permite asseverar que ela é uma área socioeconômica cultural motriz, notadamente no âmbito da Nova Economia.


A intervenção da oralidade é que gera movimento os capitais e ativos intangíveis na Nova Economia, por meio das suas principais áreas de atuação, tais como: a Economia da Informação, Economia do Conhecimento, Economia Criativa, Economia Solidária, Economia Colaborativa, Economia Comportamental.


Essa motricidade promovida pela Economia da Oralidade se dá por intermédio de todos os processos comunicativos, intercâmbios conversacionais, fluxos dialógicos, entre tantas outras competências linguísticas, mesmo que indelevelmente possuem capacidade de ativação permanente e sistemática em todos os contextos ou circunstâncias do processo produtivo incidente sobre os capitais e ativos intangíveis na Nova Economia em vários níveis de intensidade, desde uma atuação transversal, como uma intervenção direta na atividade econômica, como insumos geradores de riquezas e valores agregados

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Isto se dá a partir das relações e conexões estabelecidas entre e pelos atores de cada setor econômico com os seus respectivos interlocutores, por meio do uso pleno da linguagem, como marco notório da cultura humana.