O marco fundamental da ciência econômica consolidada pela escola clássica é a obra ?Uma Investigação sobre a Natureza e Causas da Riqueza das Nações (1776), do escocês Adam Smith (1723-1790), considerado o pai da Economia Política Clássica.
Ele afirma que não é a prata ou o ouro que determinam a prosperidade de uma nação, mas, sim, o trabalho humano. Em consequência, qualquer mudança que aprimore as forças produtivas estará potencializando o enriquecimento de uma nação, conclui.
A Economia da Oralidade é uma área do conhecimento constituída com o propósito de promover mudança no comportamento dos indivíduos, empresas ou países, por meio do aprimoramento da linguística aplicada às forças produtivas, representadas pelo trabalho humano, geradoras de riqueza tangível e intangível.
Conceitua-se que Economia da Oralidade é uma área que tem a finalidade de propor, projetar, implementar, gerenciar e administrar a atividade de produção da oralidade e a suas implicações no processo de troca permanente de bens e serviços.
Considerando etimologicamente a palavra economia significa a ?lei da casa?. ?administração da casa?, o que nos habilita considerar ?casa? como indivíduos, empresas ou países.
Sob a perspectiva do indivíduo podemos considerar ?casa? como o aparato corporal, possuidor de os atributos fisiológico e neurofisiológico, capaz promover a realização da oralidade por meio do seu sistema fonador.
Como indivíduos temos a responsabilidade de administrar a ?casa? para o seu funcionamento integral e isso inclui prioritariamente o uso pleno da oralidade.
A oralidade é fator de produção e da manifestação do pensamento projetado na forma de voz e isso se aplica na formulação e disseminação do pensamento econômico.
De acordo com o livro "Oralidade no ensino: sugestões de atividades", cuja orientadora é a professora Sônia Queiroz da UFMG ?Os seres humanos se comunicam de formas diversas, mas nenhuma delas é comparável à linguagem por meio do som articulado; o próprio pensamento está relacionado, de um modo muito especial, ao som".
O linguista inglês, contemporâneo de Ferdinand de Saussure ?o pai da linguística moderna?, Henry Sweet, dizia que as palavras não são feitas de letras, mas de sons.
A etimologia nos elucida também a relação da oralidade com o significado da palavra ?pessoa".
No latim a palavra pessoa significa persona. O prefixo per corresponde à por e sona à som. A palavra pessoa quer dizer "o som passa por meio de", referindo-se a voz humana.
Já na raiz grega a expressão é per son ?por meio do som? expressão literalmente incorporada pela língua inglesa para designar pessoa.
Portanto, a pessoa é manifestada pelo som articulado que ela emite, expondo a sua individualidade, sua identidade, sua personalidade.
Pela contribuição da etimologia, podemos deduzir que a voz e por extensão a oralidade é a principal marca pessoal.
A voz é a função do corpo que mais se expõe e a que mais nos expõe; e saber utilizá-la com excelência é uma importantíssima habilidade e um relevante fator socioeconômico cultural nas relações pessoais e profissionais.
Por meio da oralidade é que somos identificados e como nos identificamos com o mundo, disponibilizando ao mercado os nossos atributos pessoais e as nossas competências profissionais.
O que nos permite concluir que a marca pessoal é o nosso principal ativo econômico.
Ela é quem responde pela sustentação da atividade econômica do indivíduo, das empresas e dos países.
Por esta razão criar a marca vocal em primeira instância, é essencial para a criação a marca pessoal, o que é imprescindível não somente para o exercício da atividade econômica, mas para o crescimento e desenvolvimento econômico da sociedade como um todo.
E é pelo conjunto das marcas pessoais economicamente ativas que se alcança a máxima produtividade, especialmente na Nova Economia.