A Economia da Oralidade se apropria da estrutura matricial da ciência econômica como uma complexa visão filosófica usada como lente para enxergar a oralidade.
Ela contempla a oralidade sob o enfoque da Teoria Econômica, dos Setores Econômicos, da Macroeconomia e da Microeconomia, dos Agentes Econômicos, dos Recursos Escassos, dos Insumos Produtivos, do Mercado, dos Fatores Econômicos, da Teoria do Consumidor entre outros componentes econômicos.
A economia trata da administração de capitais e ativos tangíveis, as commodities, para lidar contemporaneamente com os intangíveis, especialmente a partir do surgimento da Nova Economia.
Compreende-se por capitais e ativos intangíveis todas as propriedades de indivíduos e corporações que, apesar de não serem tangíveis, são possuidoras de características perfeitamente reconhecidas. Entre os quais destacamos como efetivo valor econômico intangíveis: Informação, conhecimento, valor, princípio, marca, inovação, incluindo a capacidade de comunicação e relacionamento com o mercado.
O conceito de mercado, que simplificadamente podemos definir como um ambiente de troca de bens e serviços, especialmente na pós-modernidade, está fundamentado na conectividade viabilizada permanentemente pela oralidade que se realiza nas modalidades: presencial, semipresencial e virtual, de forma síncrona ou assíncrona.
Trata-se de um campo de estudo relevante para as novas relações empresariais, produtivas e mercadológicas, necessitadas do impulso gerado pela Economia da Oralidade.
Componentes da Microeconomia e Macroeconomia da Oralidade
A Economia da Oralidade aplica a estrutura da linguística sob os princípios econômicos para diagnosticar o grau de intervenção da oralidade no âmbito da microeconomia e da macroeconomia.
A microeconomia nos traz um cenário mais restrito, de maior pessoalidade. Quando abordamos a microeconomia, observamos que ela se refere ao estudo dos comportamentos de consumo, das famílias e das empresas, que resulta no consumo de bens e serviços tangíveis e intangíveis.
Na microeconomia ela é capaz, por exemplo, de revelar o perfil e o comportamento humano e em consequência do consumidor, entendendo por que e como as pessoas tomam decisões econômicas sob as mais variadas condições.
Já na macroeconomia, a Economia da Oralidade tem a atribuição de identificar, analisar e prever as consequências que determinados enunciados, invariavelmente proferidos por líderes, autoridades, celebridades e influenciadores sociais, entre outros que estejam expostos ou sejam alvo ocasionalmente a comunicação de massa.
A macroeconomia representa a soma de todas as transações econômicas feitas pelas diversas partes do grupo estudado, viabilizado predominantemente responsáveis pelos acordos celebrados.
Na Economia da Oralidade trataremos a macroeconomia por âmbito e abrangência de determinado evento comunicativo ou enunciado que são caracterizados pela dimensão da comunicação, seja internacional, nacional ou mesmo local no contexto da cena pública.
Refere-se ao estudo da produção de bens e serviços exclusivamente intangíveis, formação de opinião modificadora do comportamento e do consumo ideológico, filosófico, modelos mentais, entre outros e fatores da produção relacionados a estes indivíduos, famílias e empresas, como nos ensina Bacha (2004).
Pode-se considerar, para efeito de enquadramento da oralidade nesta área da economia, compreendendo o estudo dos objetos da economia enquanto ciência:
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