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No princípio era o Logos, expressão grega que significa palavra e que através de filósofos como Heráclito de Éfeso (por volta do séc. VI a.C.), veio a ter o conceito de razão, daí logia, lógica, tanto como a capacidade de racionalização individual ou como um princípio cósmico da Ordem e da Beleza.


O Verbo compreendido como o som inaudível, matriz central da expressão plena do pensamento do autor da existência, a partir daquele que precede a tudo, o originador de todas as coisas.

Na teologia cristã o conceito filosófico do Logos viria a ser adaptado no Evangelho de João, o evangelista se refere a Jesus Cristo como o Logos, isto é, a Palavra: "No princípio era o Logos, e a Logos estava com o Deus, e a Logos era Deus" (Há traduções do Evangelho em que Logos é o "Verbo").


No princípio, ele estava com Deus. Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito.

No início do livro de Gênesis está escrito: Os céus e a terra eram sem forma, vazia e escura. O espírito de Deus pairava (vibrava) sobre eles - e só então que Deus disse: "Haja luz ?e houve luz.


Ainda neste mesmo livro, Deus dá autoridade para homem dominar sobre toda a criação através do poder do verbo, da palavra falada, e determinando ao homem a tarefa de nomear (afirmar a existência de algo), aos animais, as aves dos céus e todas as feras selvagens, fazendo com que o homem exercesse a condição de cocriador.


Ainda nas escrituras sagradas Deus afirma o caráter eterno da palavra, quando Deus diz: "Os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras são eternas".


Outras citações que atestam o poder transcendente da palavra falada e ouvida.


Prov. 18.21 ? A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto. 

Existem algumas coisas que depois de atiradas não existe mais volta. Duas delas são a ?flecha lançada? e a ?palavra falada e ouvida?.


Porém existe uma diferença básica entre a flecha e a palavra. A flecha quando atirada, pode ou não acertar o seu objetivo, o alvo, que pode ser de madeira, pode ser uma animal, um ser humano, uma árvore, ou seja, qualquer coisa.


Entretanto, a palavra quando é lançada sempre acerta o alvo, o coração de alguém, pelo ouvir. Quando alguém lança uma palavra ele não errará, acertará, com certeza, o seu objetivo , ou seja, alguém será atingido, pelo ouvido.


E, como a palavra tem poder, o seu lançamento pode provocar vida ou morte.

Ela provocará vida ao ser ouvida quando representar elogio, força, afeto, carinho, compreensão, conselho, ou seja, quando estiver implícito, neste lançamento, amor.


Ela provocará morte ao ser ouvida quando representar crítica, desânimo, amargura, ciúme, incompreensão, isto é, quando estiver implícito, neste lançamento, intolerância.


A grande verdade é que as pessoas esquecem, por completo, que podemos coisas maravilhosas e terríveis com aquilo que dizemos.


Quantas pessoas ouvem, durante uma vida, que não são capazes, que são burras, que são preguiçosas, que não vão chegar a lugar nenhum, que são incompetentes, e por aí vai. Ouvem tanto este tipo de coisa que, a partir de um determinado momento, acabam acreditando.


Quantos relacionamento vão sendo minados, nem tanto pelas brigas em si, mas pelas coisas pesadas que são ditas e ouvidas durante o desentendimento. As vezes os motivos das desavenças nem são muito graves, porém o que foi dito um para outro deixa marcas fortes.


O que estamos tentando dizer é que podemos edificar através daquilo

que dizemos aos outros (ouvintes), como também podemos destruir.


E vocês já reparam como existem pessoas que vivem para destruir os outros através da língua. Vivem criticando, colocando defeitos, murmurando, procurando confusão, não são compreensivas, dizem palavras de humilhação.


Entretanto, o que estas pessoas não percebem é que os maiores prejudicados com este tipo de atitude, são elas próprias,


isto é, se você usa as suas palavras para construir, abençoar, consolar, dizer coisas que edifiquem, você estará plantando para colher bênçãos para a sua vida, porém se você usa a sua língua para destruir, a sua colheita será de frutos podres.


Todo o dia quando saímos, para trabalhar, estudar, ou qualquer outra atividade, podemos fazer esta escolha. Sair com a língua afiada dizendo somente coisas ruins, ou sair de forma prudente, vigiando o que dizemos, procurando iluminar o lugar onde estamos. A escolha é nossa, mas não podemos esquecer que colheremos o que plantarmos.


Vamos refletir outros versículos abordando o poder da oralidade:

























































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Foto de Jorge Cury Neto


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